Tomografia de Coerência óptica

 

A Tomografia de Coerência Óptica das iniciais é um procedimento diagnóstico que utiliza a luz para obter e criar uma imagem da retina e do disco óptico.

Utilizando uma técnica conhecida como interferometria de baixa coerência para medidas ópticas, o OCT tem princípio de funcionamento semelhante ao do ultrassom, porém utilizando a luz no lugar do som. Esta diferença permite medidas de tecidos biológicos dentro da escala de até 2 micra, contra as 200 micra do ultrassom. O exame é não invasivo, não havendo contato com o olho.

A Clínica de Olhos Curvelo dispõe de uma tecnologia em OCT, o Cirrus™ HD-OCT (Carl Zeiss Meditec),  um tomógrafo de alta definição (HD), de tecnologia Spectral ou Fourier Domain que permite a obtenção de tomogramas de alta resolução.

A Tomografia de Coerência Óptica é um método diagnóstico que permite avaliar inúmeras doenças da retina e do disco óptico. Pois é capaz de ver detalhadamente (em três dimensões) essas estruturas. Também possibilita a obtenção de cortes ópticos seccionais da estrutura da retina. No glaucoma é um excelente método de avaliação do disco óptico e da camada de fibras nervosas.

 

INDICAÇÕES PARA A TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA


  • Os aparelhos atuais fazem vários tipos de varreduras, que permitem a avaliação do disco óptico, da camada de fibras nervosas da retina. Além da estrutura tecidual da retina neurossensorial e do complexo epitélio pigmentário da retina/coriocapilar.
  • O Médico Oftalmologista recorre a esta técnica no diagnóstico precoce das doenças da interface vitreoretiniana (Pucker macular, buraco macular, membranas epirretinianas, síndrome de tração macular), sendo este exame de grande valor no diagnóstico diferencial e no estabelecimento de decisões terapêuticas assim como na avaliação pós-operatória.
  • Outro campo com utilização crescente é na avaliação do edema macular, podendo ser de grande valor na exclusão de causas tracionais. Esta capacidade de podermos estabelecer a espessura e o volume macular é de especial importância nos estudos sobre a injeção intravítrea de várias drogas (como corticoides e inibidores da angiogênese).
  • No glaucoma, existe forte correlação entre as alterações detectadas no OCT e os defeitos encontrados nos campos visuais. Pois ajuda no detalhamento do estudo da papila óptica, da camada de fibras nervosas e da camada de células ganglionares.
  • Avaliar degeneração de mácula, distrofias retinianas, retinopatia diabética, doenças vasculares da retina além de pré e pós operatório de catarata.

 

COMO O EXAME É REALIZADO?


  1. O OCT é um exame oftalmológico que se realiza de uma forma rápida e com baixo desconforto para o doente. Trata-se de um exame não invasivo que é praticamente isento de riscos ou complicações.
  2. O exame de OCT é feito, normalmente, com a dilatação da pupila através de colírios. Posteriormente, o paciente é posicionado em frente ao equipamento e o médico procede à obtenção das imagens.
  3. O aparelho não encosta no olho, apesar de chegar a apenas alguns centímetros dele.
  4. O paciente deve ficar com o olho imóvel, pois pequenos movimentos oculares ou lacrimejamento podem levar a repetição do exame inúmeras vezes e até mesmo, tornar-se inconclusivo.
  5. De acordo com a visão do paciente, o método de fixação é selecionado: interno (fixação na lente ocular do aparelho pelo olho a ser rastreado) ou externo (fixação do olho contralateral), visando minimizar a movimentação durante o exame.
  6. Durante toda a execução do exame não existe dor e não existe qualquer necessidade de injeção de contraste. Como acontece em outros exames da retina, como por exemplo, na angiofluoresceinografia.

 

ORIENTAÇÕES


  • Paciente deve comparecer com acompanhante maior de idade.
  • Usuários de lente de contato devem interromper uso no dia do exame.
  • Fazer uma alimentação leve antes do exame.
  • O exame tem duração de 30 minutos, em média, e o resultado é entregue após 5 dias úteis.
  • Após a realização do exame o paciente fica com a visão turva durante algum tempo devido à dilatação da pupila. Pelo que deverá estar acompanhado aquando da realização do exame por algum familiar ou acompanhante. O paciente não deverá conduzir ou caminhar sozinho imediatamente após o exame. Alguns minutos após a realização, do exame o paciente volta a ver com normalidade.

 

Observação: O exame não pode ser feito em caso de opacidade de meios significativos (por exemplo: leucomas, catarata ou opacidade vítrea) que impeça ou dificulte o exame de fundo de olho.

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